quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Resumo do Sutra Lankavatara




Capítulo I- Discriminação

Neste capítulo, é citado sobre a importância de não enxergarmos os fenômenos através do dualismo, cuja visão é própria de um ignorante. Fica claro que os fenômenos observáveis são como um sonho projetado na mente, ou seja, de ordem interna, diferente de um fenômeno externo que as pessoas costumam acreditar serem verdadeiros ou dotados de uma natureza inerente. Cita, também, que esta destreza propicia a realização do Dharmakaya, mantendo a distância dos sentidos e da mente discriminativa. Um ignorante absorto, entregue ao surgimento incessante dos fenômenos, entrega-se à discriminação, diferente dos sábios.


Capítulo II- Falsas imaginações e o conhecimento das aparências

Buda cita que o mundo objetivo nasce da própria mente, e as pessoas comuns as consideram como uma realidade absoluta. Buda cita que há alguns estudantes Brâmanes que afirmam que há uma substância externa associada às causas e efeitos, assim como há niilistas que não considera qualquer continuidade dos fenômenos, assim como do karma.
Diz que ambos são como um jarro fragmentado ou uma semente queimada, que não podem realizar a sua função original. Estas falhas partem das discriminações errôneas do mundo objetivo. O Sutra afirma que as tentativas de vincular os fenômenos às palavras não são consistentes, visto que as palavras são condicionadas, e esta tentativa torna-se um apego. Cita, também, que o erro em si não tem uma natureza e também não traz o apego. O erro, na verdade, inviabiliza a percepção que os fenômenos são unos, proporcionando aos ignorantes uma visão dualista destes mesmos fenômenos. Afirma que Nirvana e Samsara existem em uma condição de integração, ou seja, é impossível a análise de um dos dois sem a complementação recíproca. Este capítulo é finalizado com a consideração de que a verdade só pode ser percebida pela consciência profunda de quem a procura, e não através das palavras ditas, de uma maneira até sedutora por quem quer que ouça.


Capítulo III- O conhecimento correto e o conhecimento das relações

No início deste capítulo, Buda diz a respeito sobre o “ser” e sobre o “não ser”. Buda prega que cada indivíduo que considera uma destas vertentes mais verdadeiras em relação à outra, afirma que a via preferida pode proporcionar a emancipação, ou seja, sentencia que ambas não tem este poderio. Aqueles que defendem a posição do “ser” acreditam que todas as causas devem “existir” e o que não existe, não pode gerar as condições kármicas. Os que defendem o “não ser” admitem a existência dos Três Venenos, negam os elementos que desencadeiam a Ira, a Avareza e a Estupidez. O Sutra diz que é melhor apreciar a existência da vida do que manter em mente a noção do vazio partindo da especulação “ser e não ser”, pelo fato do mundo externo estar condicionado a manifestação da mente. Quem percebe um fenômeno e se apegar como algo que existiu e veio a cessar, causa no observador um grande sofrimento, diferente da percepção que os fenômenos externos são manifestações da mente. Buda diz que os filósofos chegam a se perder com as tentativas de destrincharem o ser e não ser, e que estas movimentações tiram a tranquilidade de quem procura o caminho. Neste capítulo é utilizado uma analogia para exemplificar sete tipos de vazios para identificá-los com clareza. Buda menciona dois tipos de apego que impedem a compreensão da verdade, entre eles o apego aos objetos e o apego ao nome, em ambos os casos como se tivesses natureza própria. Para finalizar é citado que uma concha, uma argila, um recipiente, uma roda ou sementes ou quaisquer elementos são condições externas, enquanto a ignorância, a discriminação, o apego, o hábito e o karma são condições internas, ou seja, devem ser as preocupações para aqueles que buscam o caminho da iluminação.


Capítulo IV- O Conhecimento Perfeito e o Conhecimento da Realidade

Buda reitera a sistematização em abster de rótulos os fenômenos através da descrição dos Cinco Dharmas, que são considerados: a aparência, o nome, a discriminação, o conhecimento correto e a Realidade.
Quanto a aparência, podemos dizer que é a conformação dos objetos externos em relação aos sentidos. No contraste que cada elemento apresenta é surgido o nome de cada um, que através destas associações pura e simples se forma intrinsecamente a discriminação. Como os três primeiros elementos são vazios, aqueles que o percebem passam a adquirir  um Conhecimento Correto. E como nenhum dos elementos anteriores pode ser construído de forma que representa a realidade em si, inclusive os conhecimentos corretos, no instante da desconstrução, têm o que foi proclamado como o Verdadeiro Dharma que é a “Realidade”.
Como uma forma de esclarecer a importância de não ser perpetuada as indagações do ser e do não ser, Buda descreve uma “Mente Universal”, no sentido de um tronco comum da vida, diminuindo a importância de se considerar o que não é surgido.
Buda explana sobre os três conhecimentos:
- Conhecimento das aparências, peculiar aos ignorantes e ingênuos, cujos possuidores deste só enxergam o que é óbvio e aparente e não tem preocupações com suas proposições e linguagem;
- Conhecimento relativo, que se trata do conhecimento dos filósofos em que são manifestados em forma de pensamentos organizados, que visam dirimir questões existenciais, e que tem a capacidade de vislumbrar a importância e o valor das coisas.
- Conhecimento perfeito, que é peculiar aos Bodhisattvas, que compreendem que as “coisas” são manifestações da mente, assim como compreendem a natureza do vazio, também. Através deste conhecimento, livres de erros e falhas, aquele que cultiva esta espécie de conhecimento se livra da dúvida especulativa e a inteligência transcendental é consumada.

  
Capítulo V-  O Sistema Mental

O Sutra cita que todos nos fenômenos podem ser descritos em duas categorias distintas. As más emanações e as boas emanações. Toda a atividade espiritual interna habita a categoria da boa não emanação. O que produz as más emanações é o sistema mental através da discriminação. Toda tentativa de categorizar os fenômenos são contaminados pela tentativa de discriminação da mente.
Há três modelos de atividades de sistemas mentais:
- Mentes sensoriais que respondem aos estímulos envoltos nos sentidos, funcionando tal como um espelho que reflete os objetos (mente sensorial que funciona enquanto permanecerem na sua natureza original);
- Mente sensorial como produtora de efeito, produz projeções de acordo como as sensações reagem a mente discriminativa, produzindo uma série de percepções quanto apegos e aversões;
- Mente sensorial como desenvolvimento tem a ver com a aproximação do indivíduo a Mente Universal;
Há três divisões da atividade mental:
- O pensamento que funciona em relação ao apego: condicionam que os elementos externos possuem uma substância própria;
- O pensamento que funciona em relação a idéias gerais: Procura atribuir características aos objetos, permitindo uma análise mais aprofundada sobre os respectivos ciclos de vida.
- Pensamento como função examinadora: a partir das idéias gerais, realiza uma análise inteligente, à luz de um conhecimento pleno e utiliza este entendimento para auto-realização. Buda diz sobre a importância de o indivíduo primar pela Mente Universal em detrimento da mente discriminativa, pelo condicionamento que causa sofrimento ao ignorante que não segue esta via. Buda cita que no instante da inversão que os fenômenos externos são desprezíveis para alcançar a iluminação e lugar mais íntimo da consciência é o que deve ser buscado.


Capítulo VI- Inteligência Transcendental

Este capítulo cita que auto-realização se encontra no lugar mais íntimo da consciência. Para compreender este processo é preciso considerar: palavras, significados, ensinamentos e a Sabedoria Nobre.
As palavras, embora sejam meros símbolos, se forem utilizadas de uma forma ordenada, são fundamentais para transmissão de um significado. Quem é preso meramente as palavras é um palreador. Através dos significados é possível produzir um agrupamento de idéias e realizar os ensinamentos e aquele que procurar a verdade, encontrará uma orientação em meios aos ensinamentos para alcançar a auto-realização. Apesar das palavras serem somente símbolos, somente através dela é possível ordenar os conceitos para efetivar a transmissão do Dharma. Os ignorantes e ingênuos confundem todo este encadeamento, dando vazão as idéias e imaginações próprias, acarretando em um distanciamento da realidade. Quando alguém busca o caminho do Dharma, perceberá a verdade, destituída das alegorias apresentadas. Neste capítulo é isado um exemplo que muitas vezes quando é apontado o dedo, é confundido com a direção que é apontada. O dedo pode ser considerado tal como a palavra, e o dedo apontado como a realidade última. Cita, também, que os significados são obtidos com muita dedicação, e isso faz com que os investigadores da verdade reverentemente vão até os sábios. Cita que há inúmeros falsos religiosos que pregam a mentira e usam sua eloqüência para propagar doutrinas errôneas. Também é mencionado os filósofos materialistas que atribuem o sentido da vida a fenômenos externos, que ao percebe, a auto-realização como algo partindo do próprio interior. Descreve que o Tathagata ensina que a perfeição não está relacionada com o “Divino Atman, mas sim relacionado ao Dharmakaya, sendo este sim, o Nirvana em si.


Capítulo VII- Auto-realização

Este capítulo inicia com a pregação de Buda, respondendo como é possível alcançar a auto-realização. É citado quatro coisas que o discípulo sério deve seguir:
- Compreensão que as coisas são manifestações da mente;
- Deve descartar a noção do nascimento, permanência e desaparecimento;
- Deverá entender o “não-eu” das coisas e das pessoas;
- Ter a concepção correta do que constitui a verdadeira auto-realização.
No primeiro aspecto, ele deve compreender que o mundo tríplice é um conjunto complexo de manifestações mentais do próprio. O segundo deve estar convencido que os fenômenos devem ser observados tal como um sonho, desamparada de uma substância real. No tópico, subseqüente, perceber que a sua própria mente é vazia. Por fim, na quarta, compreender que a auto-realização não tem discriminação da mente, e parte do princípio de unidade que proporciona a sua identidade. Buda diz que a única forma de alcançar a auto-realização é através do Veículo-Único, e que não falou muito deste princípio, pois o mesmo não tem descrição. Disse que ninguém a utiliza, a menos que os próprios Tathagatas. Quanto a experiência e realização por si mesmo, o praticante deve procurar a meditação da concentração (Dhyana). Através desta prática é possível eliminar as discriminações da mente, e assim alcançar a auto-realização da Sabedoria Nobre.

Capítulo VIII- A obtenção da Auto-Realização

Um discípulo sério percorre dois caminhos para obter a auto-realização. O primeiro é o estado do apego à auto-compreensão que resulta da sua discriminação e o seu campo da consciência com o qual ele está relacionado, e o segundo, o estado excelente e exaltado da auto compreensão da Sabedoria Nobre. No primeiro caso, busca-se aniquilar os pensamentos que são corruptores de uma boa consciência, para a altivez deste esforço poder proporcionar uma percepção receptiva ou passiva do Samadhi até então, o discípulo não terá conseguido transpor o ciclo de nascimento e morte. O Sutra diz que o discípulo deve evitar que as práticas de meditação tenham objetivos de extinguir por completo as atividades mentais, pois a mesma continuará a existir. Também cita para libertar-se da busca obsessiva pelo Nirvana, como se o mesmo fosse uma parte externa da vida do discípulo, que implica em falha, pois Samsara e Nirvana coexistem. O funcionamento da mente ocorre de uma forma muito sutil e para o praticante buscá-lo, deve permanecer longe de tumultos, excitações sociais e sonolência, só desta maneira é possível atravessar o sofrimento. Para isso, ele deve perceber a “não imagem”, capacidade dos Budas em salvar e beneficiar os seres sencientes e auto realização perfeita da Sabedoria Nobre.
Buda cita que há três fluxos mentais característicos:
- As más emanações que surgem dos três venenos;
- As más emanações que surgem através das ilusões da mente;
- As boas não emanações que resultam da Sabedoria Nobre.
As duas más emanações podem ser cessadas através de muito esforço do praticante, porém a boa não emanação pode ser obtida instantaneamente.


Capítulo IX- O fruto da Auto-Realização

Neste capítulo, o sutra cita que há dois frutos a saber: discernimento da compreensão da substância e significado das coisas e, depois em seguida, discernimento que se abre na significação dos ideais espirituais.
O sutra menciona os seis paramitas: generosidade, moralidade, paciênca, energia, concentração e sabedoria.
A partir do instante da obtenção, da iluminação, as paramitas são refletidas em constância pelo discípulo. A prática destes princípios, demonstra a compreensão absoluta que os fenômenos surgem na própria mente do discípulo. O sutra cita que há três espécies de corpos transcendentais:
- Quando o Bodhisattva alcança o gozo dos samadhis;
- Aquele assumido pelo Tathagata, alcança e aperfeiçoa o não apego e o não esforço;
- Quando o Tathagata recebe a sua intuição ao Dharmakaya.
Quando o indivíduo experimenta a “inversa” de perceber os fenômenos externos, como manifestação de sua mente, torna-se apto a transcender sua mente consciente. É desta forma que o praticante tem a possibilidade de alcançar o Dharmakaya e acessar a “Mente Universal”, e usufruir o estágio que penetra o conhecimento de todos os Budas.



O sutra cita que há dois tipos de discípulos importantes: os Arhats e os Bodhisattvas. Buda diz que os discípulos tolos, quando aderem a moralidade, acredita que poderão obter algum benefício material ou espiritual por fazê-lo, de uma forma mágica. Diferente dos três tios de discípulos, a saber: “os que entram na corrente”, “os que retornam uma vez” e “os que nunca retornam”.
Os que entram na corrente têm a capacidade e o discernimento de perceber a moralidade não projeta nenhum ganho ao praticante, mas apresentam dificuldades para perceber que a sua personalidade não é separada de um todo. Aqueles que retornam uma vez demonstram progressos espirituais superiores a primeira categoria, mas o apego obsessivo aos rituais atrapalha o alcance ao Nirvana do discípulo. Buda diz que há quatro níveis de praticantes: discípulos, mestres, os Arhats e os Bodhisattvas. Os discípulos tem boas intenções, mas tem dificuldades em entender idéias pouco conhecidas. Os mestres são aqueles que ganham um alto grau de compreensão, mas tem receio de levar os ensinamentos adiante, por estar preocupado com as adversidades, Muitas vezes eles são atraídos pelo status que a posição pode proporcionar. Os Arhats têm a capacidade de perceber que a auto-realização, se dá pela Sabedoria Nobre consumada na própria mente.


Capítulo XI- O Estado Bodhisattva e as suas etapas

O sutra diz que fazem parte deste “estado” aqueles que são esclarecidos por seus esforços e que assumem a tarefa de ensinar aos outros. Os Bodhisattvas conseguem eliminar a visão dualista e considerar os fenômenos vazios com a natureza igual a Maya, e ficam acomodados no Conhecimento Perfeito conquistado com a Sabedoria Nobre.
O Bodhisattva possui compaixão e segue os dez votos originais:
- Honrar e servir todos os Budas;
- Propagar o conhecimento e a prática do Dharma;
- Dar as boas vindas a todos os Budas vindouros;
- Praticar as Seis Paramitas;
- Persuadir todos os seres a abraçar o Dharma;
- Alcançar uma compreensão perfeita do Universo;
- Alcançar uma compreensão perfeita da reciprocidade de sentimentos de todos os seres;
- Alcançar a auto-realização perfeita da unidade de todos os Budas e Tathagatas da autp-natureza, objetos e recursos;
- Familiarizar-se com todos os meios e conhecimentos para implementar e executar esses votos, pela emancipação de todos os votos;
- Concretizar a iluminação suprema através da auto-realização perfeita da Sabedoria Nobre, ascendendo às etapas e entrando no Estado Tathagata.
Buda diz que o discípulo que segue estes votos, gradualmente alcança algo que é chamado de “sexta etapa”, referente a uma condição mental que os discípulos, mestres e Arhats podem alcançar. Pelo fato dos Bodhisattvas alcançarem níveis superiores de auto-domínio, compreendendo que a vida é projetada como um drama aos seres humanos, ele passa a superar e ascender a “sétima etapa”, chamada também de Longa Caminhada (Durangama). A partir desta etapa o discípulo já tem acesso ao Nirvana. A etapa adiante que o praticante pode alcançar é a oitava etapa que é a do “não retorno” (Acala). Esta é a marcada de uma compreensão do tempo sem início. Nesta fase, o praticante realiza a inversão no interior de sua consciência profunda. A oitava etapa, diz respeito, também, a uma ruptura com a vida comum associada com a morte do indivíduo, no sentido de sua individualidade. No instante que transcende a próxima etapa, a nona, o praticante adotará uma série de alegorias (meios hábeis) intuitivamente para conduzir os demais seres sencientes a adentrarem no caminho da auto-realização e estará na etapa da “Inteligência Transcendental”. Por fim a décima etapa, a última, será a “morada” dos Budas, refletidos pela “não-imagem” em que só é possível acessá-la através da solidão, ou seja, na própria mente. Ela é descrita como “potência inefável do Dharmakaya”, em que não há nenhum limite e é permeada por todo céu de Tushita.


Capítulo XII- O Estado Tathagata que é a sabedoria nobre

Este capítulo, se inicia com a pergunta de Mahamati, sobre se o Tathagata seria “não nascido”. Buda responde que de fato não é nascido, e que existem muitas referências através de várias denominações atribuídas a ele. Cita que a emanação de Buda, se dá através de um “corpo feito pela mente” em que a “vontade búdica” é manifesta proporcionando a emancipação. Este fenômeno esta além da compreensão dos que estão aquém aos Bodhisattvas, da sétima etapa. Cita que muitas pessoas se entregam a textos canônicos, acreditando que através deste ato pode ter acesso a verdade, proporcionando ao devoto um efeito contrário ao preterido. Buda afirma que as tentativas de detalhamento sobre a natureza dos Tathagatas pode proporcionar uma visão dualística. Por não haver nenhum tipo de condicionamento, sua essência é a própria Sabedoria Nobre. O Buda ensina que embora a vida física de um Buda seja impermanente, a sua natureza que tangencia a Sabedoria Nobre é permanente. Exatamente por não ser dotado de existência ou inexistência, não pode ser atribuído a Buda, nenhum caráter de “criador”. Quando as paixões são extintas, e os ensinamentos do Dharma são compreendidos, neste instante Buda é revelado na consciência mais profunda do obstinado. O sutra cita também, sobre os três corpos de Buda: o Buda Histórico, o Buda Mítico e o a Essência da iluminação búdica. Finaliza citando que o Dharmakaya é o princípio pelo qual todas as coisas são feitas, manifestadas e aperfeiçoadas, sem sinais de individualização, independente das tentativas de racionalização e nomenclaturas.


Capítulo XIII- O Nirvana

Neste capítulo é citado os quatro tipos diferentes de Nirvana, utilizados pelas pessoas que estão sofrendo, pelos filósofos que tentam descrevê-los, pela classe de discípulos que pensam no Nirvana em relação a eles mesmos, e o Nirvana dos Budas.
O primeiro grupo acredita que o Nirvana produza um efeito que alente à série de tormentas que o aflige, mas esta visão proporciona uma análise que o Nirvana seja dissociada do Samsara, e esta visão continua fomentando a visão de vida e morte nos fenômenos. O segundo grupo, acredita que a extinção é o resultado do Nirvana. Pelo fato da aniquilação surgir, o sofrimento é cessado, pois nenhuma sensação será proporcionada. Mas esta definição não contempla a lógica, partindo do princípio que a morte não interrompe o fim dos fenômenos, pois se trata de um evento de cunho individual. O terceiro grupo, composta por integrantes que atingira, até a “sexta etapa”, embora sejam compostas por pessoas de fé sincera, estes ainda não tiveram a oportunidade de realizar “a inversão” para o lugar mais profundo da consciência. E, por fim, o quarto grupo composto pelos Tathagatas é constituído pela iluminação advinda da própria mente, em que todas as discriminações, apegos e aversões são removidos, em que as paixões são declinadas, por fim, quando há o desejo de que todos os seres sencientes sejam contemplados pela iluminação.



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